sexta-feira, 30 de maio de 2008

Nefelibata.

Flutuar através das horas,
Dias inexistentes, onde nada...
É concreto o suficiente pra me acordar.
E continuo seguindo sem pensar.
O céu é nada,
Viver é nada,
Crer é instantaneamente nada.
Sentir é tudo.
Ai! Quem me dera...
Quem era eu?
Que não sentia esse calor perfeito e maduro
Formado no encontro de dois mundos.
Flutuar através das horas,
Nada que me faça distrair
O foco principal, pensar em nada.
O nada. Perfeitamente concreto
Como o outro nada que se concretiza
Em dias inexistentes que correm pela vida.

2 comentários:

a verdadeescrita poesias disse...

sa a dizer: excelente

angeloreale disse...

O nada é de fato o maior exemplo de concretude.

Excelente, meu caro Watson.