quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pessoa

Digam-me, vocês, o que sei e o por que.
São, tu, muitos e eu um só,
Preso na ainda mente de um aspirante.
Diz-me o que, em sua cólica, pensou
E cospe teu fígado pra que alguma carne eu possa comer.
Distancio-me da humanidade das pessoas
A entreter-me com uma só pessoa.
Maldito colono, não me desprendi ainda
Deste teu nome, Alberto, pastor de montes.
No romance que leio, quase uma novela,
Meu herói é um cavaleiro do nada.
Sem cavalo conta-me estórias sem fim
De seus dias sem nenhum sentido.
Pego agora emprestado o seu óculos,
Nunca me disseram, é plural no singular.
Penso que assim seja com tudo que o rodeia
Sendo mais que um só que se vê,
Pra ver o mundo das mil formas possíveis.
Quem dera ser uma pessoa melhor,
Ou simplesmente um reflexo e pessoa.



P.S.: Ao além, sem metafísica, onde sentado permanece o homem-dado que me mostrou o mundo.

Te sinto.

O chão que piso diminui e
Um ou dois lugares vejo,
Aquele vento breve já se vai.
Meu rosto é o oposto do mundo.
Se te olho firme e não te basta
Me canso, já, ver-te piscar.
Aqui na janela ela não passa,
Do frio que foi,
Nada ficou.