quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Fica bem

Sair sem olhar o relógio,
Andar na rua de barro que suja
A barra da calça e não demora
Pra atingir o chão que contagia os pés com movimento.
Dispara o peito na corrida dos minutos
Diminutos num dia cheio, trabalho e café,
Ainda tenho você na sala sentada
Com meu Tolstói arrebatador,
Mas é a rua que me leva, e eu vou
Saí sem olhar a hora, nem o dia e a chave no trinco,
Corri pra rua vendo o povo gritar mais uma tarde branca
Uma brancura que me fez correr e correr,
No meio de tantas outras cores.
A saudosa boca sedenta do sentir,
Horas que passam e fazem mais cinzas
Meu coração explode, eu tenho uma hora
De corrida no suor incandecente.
E vejo o sonho do outro lado da rua,
Dá-me os dedos pra que nada falte
Nada sobra da brancura, do trabalho ou do café.
Explode meu coração e tudo.
Fica bem...

5 comentários:

a verdadeescrita poesias disse...

obrigado pelo comentário em meu site. Também gostei dos seu poemas e irei visitar o seu blog sempre que puder.

Valeu, abraços!!!

angeloreale disse...

Quantas imagens e sentimentos contidos em palavras.
Caótico e denso.
Gostei.

lalai disse...

chorei agora. ;D
veeelho! agora eu ví! sério. vc é um poeta com todas as letras, todos os significados, profundamente poeta. em seu âmago.
redundância é pouco. haha.
beijo.

lalai disse...

ah! adoro textos ritimados. (se é que isso existe... mas acho que vc entende.)

freeeKs disse...

essa desgraça é fantástica.