quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pra toda distância

Meu sorriso sol,
Já se Poe no horizonte
Engolido pela linha do ver e crer
E deixa rosa o mundo
Meu olhar, meu ser.
Desceu no duro chão abstrato
De todo dia, fim de tarde,
Naquela senil nota de rodapé
Nem com toda cor se fez alarde.
A brisa queima frio na face
E o sol sobe como nunca antes
Amarela meu olhar, meu ser, meu monte.
E deixa colorsol a manhã que se segue,
Clareando toda uma não existência,
Que só o sol sabe criar.

3 comentários:

Max da Fonseca, disse...

Um universo girando em torno de ti... O sol nega-se; concede-se; brilha!
Solos de jazz nessa manhã cinzenta!

angeloreale disse...

simples e denso.

um dos melhores poemas que eu li nos últimos tempos.

talvez por empatia.
mas só talvez.

(-psssh. preserve seu recluso mental)

lalai disse...

lindo, né? claro..
ah! adoro ter amigos talentosos.
é reconfortante... ha. ;D