sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sábado

Ah! Insensatez, dos poucos momentos
Faz-se hoje em meu peito longos anos
Os quais não sinto mais.
Na pálida face pouco se vê,
Pouco tudo, quase nada, que pensar?
Passam-me as horas na obtusa e quase clara
Intenção de algo querer,
Quero tanto, o tal querer.
Maniqueísta sou, sim, sou.
Sou em mim agora, como antes disse,
Tudo o que nunca imaginei
Sou pálida parte daquilo que já teve cor
Fui face obtusa não obstante do nada que via,
Já não sei se sou ou fui eu, passou-te o tempo também,
Só queria se quereria eu, quem sabe,
Algo. Algo mais.

Um comentário:

lalai disse...

vc é tão... leve. às vezes poderia até ser pesado, mas ainda assim é leve... é a sensibilidade em poesia! ;D

(qdo eu tiver dinheiro eu vou publicar um livro seu, tá?)