quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Releitura

Explodir em palavras tantas
Significar-me, sentir todas
Descobrir as que me constroem e medir seu peso
Seus ensejos e suas caligrafias,
Signos, silêncios dos escritos.
Correm todas em meu sangue como num livro,
Sentir-me-ei em poucos segundos
Velho e amarelado por nunca ter-me lido.
Abro-me com o cuidado dum papiro,
Risco a toa tudo que penso em guardar.
Apago tudo pela noite, e amanheço em branco,
Minha capa diz: conheça-me como nunca fiz.