quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Releitura

Explodir em palavras tantas
Significar-me, sentir todas
Descobrir as que me constroem e medir seu peso
Seus ensejos e suas caligrafias,
Signos, silêncios dos escritos.
Correm todas em meu sangue como num livro,
Sentir-me-ei em poucos segundos
Velho e amarelado por nunca ter-me lido.
Abro-me com o cuidado dum papiro,
Risco a toa tudo que penso em guardar.
Apago tudo pela noite, e amanheço em branco,
Minha capa diz: conheça-me como nunca fiz.

4 comentários:

Fabrício disse...

Muito bom. Seus versos faz o que a poesia deve fazer: mitigar emoções, causar impressões.


Forte abraço poeta

lalai disse...

que bonito... nossa... bonito mesmo... :D
é, ler-se a cada dia... é quase um provérbio chinês! haha.
(eu visualizei vc como um papiro, desenrolando, riscando, apagando e amanhecendo novamente... que lirismo.. ;D)

que bom que estás vivo amigo. ;D
beijo.

Farmakon disse...

Ler-se é como reinventar-se. Descobrir-se.
Lindo o poema. :)

Camila Neves disse...

Adorei.... vc é realmente muito bom!