sábado, 10 de abril de 2010

Contra toda sede

A água escorre da mão baixa,
Reflexos de um rosto se vão.
Surgem versos das gotas
Que à minha mão estão
Preenchendo o vazio
Que as más gotas deixaram.

Tudo pra dar de beber
A quem tem sede,
E saciar minha vontade
De ser sempre mais que poça,
Maior que nuvem carregada,
Quem sabe um dia, talvez, mar.

... ...


A poesia me encharcou. Me afogo sorrindo.

Um comentário:

aperitivopoético disse...

"e a poesia me consome como tomar ópio e virar vício e de mim somem todos os resquicios"...lembrei desse meu verso solto quando li seu poema, aliás, essa é minha sensação ao ler-te.

Inundar-se de poesia é sempre uma boa falta de fôlego, continue a escrever, seus versos alagam o ser que mergulha nas suas palavras

Beijocas poeta!