sexta-feira, 7 de maio de 2010

fogo sem artifício

toca no vazio
deitado na areia
Ampulheta corre depressa
a agonia que não cessa
Fogo correndo na veia
acende meu pavio

o toque na pele
sem toque

3 comentários:

aperitivopoético disse...

esperando a areia do tempo correr...

o toque que existe mesmo sem existir...

o vazio é miragem, a verdadeira imagem é pedra polida diante da retina.

beijos poeta!

Be Lins disse...

O toque mais ardente
é sempre aquele que imaginamos,
desejamos, e não temos.

Faz sentido?

Beijo, Moço!

aperitivopoético disse...

desejar e não ter é apenas uma condição que é destinada aqueles que não lutam pelas suas vontades...