segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cabeceira

sobe fagueira
dançando no escuro
pequena e fina
dobrando esquina
do pensar sem muro
luz de velas
sapateia leve
fagulhas de ar
borbulhas de mim
desfazem o véu
mostrando a tez
e por um acaso
quase um talvez
não sinto frio
nem chama
subo fagueiro
abraçando o claro
óbvio incontestável
escrevo nas paredes
segredos em nossa língua
que são pra você tocar
são pra você só ler
só pra você
passar
e lembrar de mim.

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