sexta-feira, 25 de junho de 2010

meu teto pela noite adentro

no escuro nada
é menos visível
os cantos do espelho
desbrilho incrível
solidão de quatro cantos
pedaços e saudades
em sombra na parede
brincam em suas formas
recortam e recriam
barulhos que pareciam
em meio à madrugada
alguém que chega de manso
e invade pela pele
eriçar do toque frio
que nem o medo repele
eu e meu fantasma
pequeno e quase vazio
pedacinho
eu sozinho
e o estar só.

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