quinta-feira, 9 de setembro de 2010

um peso e o dormir

maleável ao toque
pensamento de ferro
dobrável à mesa
um chá de canela
incensa o olfato
recobre a pele e arrepia,
lençóis
de chumbo
não voam.
entre cama e teto
travesseiro e repouso
respiro
não vive

Clarabóia

risco alheio páginas
dobro, eu, não olho
por cima da alta mesa
madeira ranhuras e pele
misturam na tinta fraca
um pote e vidro claro
desturvam visão opaca
em toque, despropósito
risco anseio à pele
anseia a tinta e eu
rasure minha soleira
tatue no mais profundo
pilar que sustenta o mundo
um sorriso
e uma nuvem