sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Equilibrista

dispersa, azul, metódica
a vista embaça em meio céu
balanço e desconcerto de passadas
na corda quase solta que me prendo
eterno orquestrado, quase um drama
prosódia de sussurro em meio tom
a brisa que refresca quase assusta
desequilíbrio perfeito e sintonia
daqui, no balançar, eu vejo
com outros olhos, ou um mundo que não via
só pé e linha, braços bem abertos
a confiança que não sei de onde tiro
um passo em falso e já não caio
só respiro
imensidão da pequeneza que nos cerca

Um comentário:

Adriana ♣* disse...

Interessante...
Aqui eu SÓ consigo pensar no sol...
:D

Cuide-se bem!

Adriana