quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A maré

giro rapidamente
sobre pedras e caminho
como quem nem sente
o perder de gotas no espaço
corto a terra sozinho
veio de águas de mim
esparsas vagas musicais
deitam no vento
e só no alento
dos braços meus
suspiram vaporosos
pontos de intercessão
sorriso e brilho de sol
batendo em água rodopiante
a velocidade ascende
nenhuma essência se prende
transpassa intensamente
por um caminho errante
o sonoro florescer
rio baixo
mar adentro
evaporo

lá onde o mar me beberia
é onde desembocaria
depois de correr o mundo
sóis minerais
e chuva de verão
pra tropeçar da cabeceira
pelo caminho feito
dormir tranqüilo no leito
lá onde o mar me beberia
cama de ondas
que alisam a praia

2 comentários:

Alex Pitta disse...

Embora bêbado, solitário e sonolento, me deixo ir na maré do texto. Gostei bastante desse, meu branco! Até porque ultimamente o mar vem tendo um significado extremamente forte pra mim. =D

Abração, velho!

Nane Albuquerque disse...

quando a maré encher você chegará e aqui no Recife aportará! ;]