quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Precipitar

ilumina céu
ronco sonolento e sonoro
como cochicho de nuvens
tocam-se
chocam-se
estática de seres imensos
decidem o mundo
pelo mundo que veem
chove.
precipitadas, chovem e encharcam
a rua que passa em frente à casa
eu que, turgidamente, corro
piso em poças
pulo dias
e derreto em gotas bem definidas,
tranco a noite do lado de fora
guardo calor do lado de dentro
condenso no teto e disparo um raio
livre de estrelas
rezo alto enquanto caio
desfaço só
no que só eu faço
em dias de sol
pingos
no chão.

4 comentários:

Raiblue disse...

"tranco a noite do lado de fora
guardo calor do lado de dentro"

Que coisa mais bonita,Thie...
imagens incríveis você construiu... e eu fui levada na correnteza desse rio que é você...


...enquanto chovo
fertilizo a melancolia
que paira sob o sol dos meus olhos
a estação indefinida (inverão)
como eu
parada na estação que só eu escuto
e que nenhum trem chega
minha viagem é por dentro
interiores de riachos
e pés desacalçando a vida

me tranco na íris da memória
onde me salvo da cegueira
de ser pó(s)moderno

me interno no meu silêncio
aldeias virgens
o verde ainda é possível
no meu olho nu

e eu contrario Drummond
contra rio
extraio rios entre as pedras do caminho...

(RaiBlue)

Ins_pira_dor mais uma vez....
Besitos noturnados...
Blue

Kêdy disse...

As palavras dançam nisso aqui, se movem assim como o (teu) precipitar.
Muito bom!
bjo

W. G. Lacerda disse...

Olá, gostei do seu blog, depois passa no meu e vê se gosta
wglacerda.blogspot.com
seguindo

lidianemotha disse...

Ontem parei para ler seu blog,olha vc escreve muito bem!
Mas tem alguns que realmente são perfeitos...
Sou o ponto cego da visão perfeita de alguém,
Que é convencido de sua não existência
É, eu to na ponta, sei, sou a ponta do país.
Sou a lança que não alcança o destino certo.
suas poesias são tão palpáveis,tão reais,pra mim...
Beijo;*
PS: Pq tantos Só dela?