quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ecoar

olhos de ninguém
espreitam à janela,
enquanto é noite,
o nascer do sol
no pé da cama
entre o teto
vespertino
e carinho
peregrino
estreiteza de dobras
e travesseiros no horizonte
lá onde tudo
não faz diferença.
além da borda
aquém de traços
felicidade inventada
sorriso arrancado
e pintado no céu
silhueta e janela,
e a voz de alguém
não sai de mim


http://www.youtube.com/watch?v=3fpKncoeF3g&feature=related

Um comentário:

Nane Albuquerque disse...

que linda essa mistura de sensações...
opostos que, nas linhas, nos versos, se atraem de um modo único. só seu!
lindo, meu nego! :*