quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

early morning in a strawberry field

É que o amor não morreu, acredite, vejo isso claramente hoje. Suas cortinas brancas ainda flamulam entre mim e o ofurô tão delicado pendurado na janela. Você ainda dorme com os cabelos bagunçados, vermelhos e bagunçados, tão convidativos e cheirosos quanto eu sempre imaginei que seriam. Os pequenos riscos de sua pele que misturaram com as cores da minha, cores que com certeza são mais cores quando se misturam com você, seus pequenos riscos ainda gravados em minha boca, repito suas frases e seus detalhes, não por medo de esquecer, impossível, mas repito baixinho só pra te sentir de meu lado. É, ainda te sinto de meu lado, e por mais que eu não entenda minha partida, eu entendo a falta que você me faz. Sim, eu brinco com as palavras pra te ver sorrir, e nessa brincadeira eu acabei descobrindo que gosto mais de te ver sorrir que de brincar com as palavras. Sei que parece caótico o mundo que vivemos, mas lembra que em breve chega a hora de criar nosso mundo, meu e seu. Sabe, poderia ser mais uma carta de amor ridícula, talvez seja afinal, sei que quando fui chorei muito, o taxista que teve um dia duro me chamou de idiota, o chão que teve uma vida dura passou rápido demais por meus pés me levando de perto de você, o dia que teve muitas horas duras passou e quando amanheceu eu estava longe, mas já vem chegando a hora de dias melhores, horas mais brandas e um chão que passe rápido por mim enquanto vôo em sua direção. Sabe, pequenininha, a vida é boa e vai ser melhor ainda. Sorria, em breve sorriremos juntos.

2 comentários:

Laís de Almeida disse...

"o chão que teve uma vida dura"... gênio. lindo.

Nuriko disse...

Procurei algo inteligente para falar, mas a verdade é que nada disso importa.
Lindas palavras. Digo, lindo conjunto de palavras. Linda idéia transmitida.
Ah, você entendeu.