segunda-feira, 12 de setembro de 2011

cartas transviadas

sou pandeiro liso e esticado
que apanha pra chorar
na roda
alegrando quem ouve
com gemido e sacolejo
na sintonia do sorriso
que só eu não sorri.
e quando me guardam novamente
nas areias da praia
sujo
acendo meu pavio curto
e subo pro céu como um rojão
cheio de barulho
pra estourar na escuridão
e por lá ficar
na roda
alegrando quem vê
com velocidade e desprendimento
pirotecnia do meu ser
que só eu não soube
ser.

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