segunda-feira, 26 de setembro de 2011

le navire

o descompasso de quem corre n'água

pra libertar o barco,

errantes,

despreocupados com o que virá
ou veio antes

não é meu.

sou o que olha vez após vez

a soltura da natureza incontrolável da embarcação que insiste em correr

sem olhar pra trás,

mesmo quando tudo em mim
quer ancorar contra as ondas,

passo,

meu olhar acompanha o barco
e a nuvem me distrai
nas velas que costurei

Um comentário:

Be Lins disse...

Que poema mais bonito, menino,
te juro,
queria que ele fosse meu.

Você é inspirado
e ao mesmo tempo inspirador.

Beijo,
Uma Primaveta linda pra sua vida.

Be