sexta-feira, 28 de outubro de 2011

desabandono

Arrepia até a alma.
gerações de pensamentos
borbulhantes, relembrados,
grita em mim Frost e sua maldição
de tantas e tantas milhas por prosseguir,
por intuir
o caminho que me leva até sua cama;
passos instintivos
fugitivos, só quem ama
arrepia mais fundo que a alma,
mas tudo em mim transparece
calma
nada em mim
silencia.

3 comentários:

Ellen Joyce disse...

"Miles to go"
Não é assim?

Be Lins disse...

...é interessante isso porque,
assim como você diz se identificar com as palavras que eu arrisco,
igualmente arrepia-me a alma o tamanho da intensidade que você coloca nas suas...
Esse poema, por exemplo, eu queria muito despertar essa agonia amorosa, ser a portadora de um coração que anseia assim, com a masculinidade expressa de forma suave, algo que, penso, seja o idealizado pelos corações mais românticos.

Perdoe-me a ousadia,
mas sinto como se fossemos uma espécie de alma gêmea virtual.
Pronto, falei!

Grande beijo,
grande semana, Thiê.

Be Lins disse...

Serão tantas réplicas, então...

Tão modernoso mundo virtual,
mas nessas horas de olhares mais atentos e aquela vontade de algo falar,
fico a pensar nos anos antigos todos, quando as cartas eram muitas e tantas, e tudo tinha uma urgência imensa de ser dita, e as esperas misturavam-se aos fatos que misturavam-se aos escritos e tudo parecia uma cena muito linda de algum filme daqueles que a gente não quer que acabe. Ou aquele livro que do meio pro fim, a gente vai economizanddo, só pra não sair dali nunca mais.

Permita-me uma observação, senão, um pedido:
nunca deixe de escrever!

Beijo