segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

já não faço poema.

onde guardar
a saudade
que não se sabe
como nasceu
do que se alimenta
e nunca
nunca
nunca se ausenta.
saudades da época
que saudade era só

vontade de tomar chá na casa grande que minha vó morava.

que saudade não
matava
ou aumentava,
inominada.

Um comentário:

Be Lins disse...

Poesia devia fazer par com alegria, sua melhor rima,
mas não, fomos querer fazer da saudade a nossa inspiração.

E quanto mais o tempo passa ou a gente cresce ou tudo isso junto, pior fica.

E eu te pergunto:
cadê o sentido?

[sempre que venho aqui, e isso é sempre, sinto-me menos só.
Aqui, sempre, Be]

*