quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

sorrisadeira

segredos e metáforas de alecrins
enquanto cospes da boca
crisântemos
em tons de lábios lilás.
margaridáceas e violetas
enbouquesam, desjardinam,
transraízam
meu sentimento;
o porto em mim desatraca
só nas ondas sou inteiro,
teu vestido florido, tua alma campestre,
poderias viver do meu sal?
supriria, eu, tuas legiões
e multidões
de flores ribeirinhas perfumadas?
suportaria meu bater insistente
de ininterrupta liquidez
em teus pés?

Um comentário:

Be Lins disse...

Pode-se sentir o perfume desse poema enquanto se lê...
Um grande encantador de palavras, sabe despertar os sentidos de seus leitores... né?


Beijo, querido,
saudade de você.