sábado, 31 de março de 2012

reflexo II

si nada nos salva de la muerte, al menos que el amor nos salve de la vida.
Neruda



que falte tudo: café, pasta de dente e gasolina,
nó de gravata, talco pra pés, rua, vitrines,
jornal, Ronei Jorge, cinema, teatro e Pina,
músicas de Tuyo, doçuras de Saulo, medo do escuro
que grita depois de toda dobra de esquina,
falte sono, disposição pra levar o dia nas coxas,
vontade de sorrir, controle contra grito e buzina
paciência pra família, vontade de sair fim de semana,
freio, que meus pés não conheçam descanso;
Mas que sobre amor, por favor. Haja sempre um pouco mais de doçura.

3 comentários:

tuyo disse...

Porra, seu sacaninha...
Vai ser sensivel assim na casa do joão de barros, do lado do Manoel, a quem tanto admira.
Cita minhas canções, fico cá encabulado, não por ser citado, mas por ter feito com tanta doçura...
Não carece de preocupação, nego... pra gente como você, da melhor espécie, amor e doçura não hão de faltar nunca...
Faça-se pois crer, sabedoria de poeta bebo que não sabe o que diz, mas sabe o que escreve.

Saulo Moreira disse...

Se houver Thiê, um pouco, uma dose, um milímetro, uma faisca: játábom: doçura-amor.

Ellen Joyce disse...

Como curtir o comentário de Saulo?