terça-feira, 24 de abril de 2012

praieira

proto-poesia
viva e emplumada
viva e espumada
repousa as âncoras na praia
tanto cinza era seu voo
tanto breu
descansa suas plumas pálidas
e canta um canto de retorno
às areias e pedras de vulcões
tal oceano, desregra direções
levanta cálida
silêncio e olhar
se apaixona
perdidamente
por voar

2 comentários:

tuyo disse...

Bom é poder voar nas asas da poesia...

Ellen Joyce disse...

Achei tão bonito que chega a ser triste, vc entende "ser triste"? cinza-praia-pálida-breu-canto-silêncio.
Não parece?

Adorei, bem!