domingo, 27 de maio de 2012

heart beat

quando de súbito levanto
de panos de prato, perfume
e porcelana pro alto
fugaz mão que arrebenta
o relógio e engrenagens
e cata no chão os minutos
do descontrole que há no sangue
correndo sob sua pele
veias teleológicas
veias entumescidas e potentes
Deus entregue em ponteiros
no tapete
espalhado no tapete
de mãos ao chão
esperando que o cate
ou que o tempo mate
o tempo pra que passe
e que passe tempo
pra que passe
o tempo
por já passe
quando passa
o tempo

de súbito levanto
o relógio quebrado
e o tempo é só
as aves que levantam voo
e vão embora de tardinha

a insônia não tem minutos
sempre mais um momento
pra lembrar
quando acordo
que te amo
sem ao menos imaginar
que horas são.

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