quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Praia

Camelo e Chico me ajudam
a desfazer o nó de teus dedos
pelo teu corpo
fiz dele meu discurso,
meu texto,
roubastes o sol com a mão
e sabe o quanto me faz falta
a luz
me benzo dentro d'água
pra Iemanjá me beijar
e espero na beira da praia
tuas faltas de caminho
virarem rio

tatuei um leme em teu nome
em tua memória
vou te girar dentro de mim
te arrancar
ou me ancoro
nas tuas ancas
pra naufragar
meus braços teus
teus quartos meus
na areia nossa
que o vento leva

espuma
sem rumo

Um comentário:

tuiu disse...

Faz o mar de abrigo e me lembro de fevereiro e de iemanjá, meu caro amigo... Minha cerveja, nossos risos de beira de mar... O medo da cidade desandar e as promessas de amores que
(não) se cumpriram... Saudades, caro amigo... E saravá! :)