sábado, 19 de janeiro de 2013

amaro

de manhã cedo
espero a tarde
e anoiteço
as branduras do café quentinho,
espero junho
e uma fogueira,
Lisboa,
não amanhece há dias
tudo é cortina puxada a toa
janela de vidro fosco
onde não há
claridade.
mas é claro, Saulo,
eu nunca havia amado amaro,
lembra uns chás, ou não,
uns assobios,
felicidade súbita, salto de paraquedas
deitar no sofá depois de uma noite de quase sono
e ainda querer-se querido,
paz remediada,
e não há sol
é pálido reflexo.
estar morando na sala de alguém


"este não consola nunca de nuncarás. "

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