terça-feira, 15 de janeiro de 2013

poema sem face

não saberia, eu,
do amor das prostitutas pelo luxo.
em plena avenida sete de setembro
às quatorze e vinte e oito
caio em pranto
exercito meus músculos por reflexo
não há crises no mudo, Carlos,
somos todos esperançosos
que uma bomba caia
depois do Atlântico
somos toda a vontade
de olhar sempre por cima do muro.
pernas balançantes
pernas
nenhuma bomba.
(aqui o sol continua a pino)
nunca poderei escrever
um poema de revolta
na beira do mar

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