sábado, 27 de julho de 2013

gelo

me atravessa frio
imenso,
dos embrulhos no estômago
ao bater de dentes,
paralizo e desconfio:
era amor,
aquilo tudo que me cortava
por entre as roupas,
mas era 
só 
o vento

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ei, Carlos.

e nessa coisa toda
de viver
elegendo cicatrizes,
perfeições e idolatrias,
(traços do corpo, roupa
onde pisar, quem pisar)
e na falta da coisa
toda
que me recorde
eu deixo esquecer
amores
serão
sempre
amaro. 



sábado, 20 de julho de 2013

pra que porque?

teus olhos,
vomito flores
vinho
(uma praia no caribe
chove)
sacrifico meus poros
e eles fumam porentremim 
esfumaço papeis 
e tua presença,
nerudesca baleia sonolenta
lenta
tua boca me beija
pra que?

terça-feira, 16 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

ciranda

liguei ou pensei
em dizer:
te livro do mal
que você me fez.
amanhã não há
noves fora dentro
o mundo é só
fantasia.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

pas du sense

tentei evitar,
mas tudo é muito raro,
vive, solta...
justo assim
já não sabia
que tinha volta.

terça-feira, 9 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Chandon

medo de cortar seus vestidos.
vão lhe caber
como só minhas mãos poderiam saber
fazer
em teu corpo.

solto

a praça é cheia todos os fins de semana.  tudo faz sentido, não sei seu olhar, queria conchar um mar de algodão entre qualquer pedaço meu e seu do mundo. ela boxixa, gargareja, escandaliza, a praça comigo dentro, penso em ir ali comer uma torta doce, passar o tempo na doceria do canto e beira, mas fico no meio, meio-amargo e coberto de avelãs, reduzindo sabores ao puro momento de um giro inteiro de catavento. 

mãe

todo mar é parado.
suas velas dormem,
pandas,
e a areia não pega
o vento pelo rabo,
acabo 
por lembrar:
herdei dela
aquele brilho
que me apaga
em cada olhar.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

pires

repleta e vazia
vai.

acostumada
abismamento menor
das improfundas lamentações,
o gozo baixo
perdido nos pires
e na cristaleira

tudo é um eterno
por partir
ser
e trincar.