segunda-feira, 19 de maio de 2014

ateliê

tua retina
tela óleo tinta
escrevo sob tua vista
palavras engolidas,
nunca disse.
arte, chamam uns,
quando escorrem e misturam.

eu penso 
é amor tímido,
intenso.

sábado, 17 de maio de 2014

cítrico

vontade te fazer
louça inglesa 
e te sentir
com chá quente
hortelã e limão 
capim santo,
tanto
que eu queria
que você
quisesse. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

vejo-a longe, sentada lendo uma poesia de amor doído. 
ates do passo, engasgo.

não tenho sina pra ser lírico,
meu eu-lúcido
senta nas acolchoadas
nádegas que minha mãe me deu,
e meu pai, prevendo o desastre, 
disse:
sonhar
dói,
repita.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

just friends

nada um do outro:
é quando outro
é quase tudo,
até
estranhezas,
o raio que o parta,
asa da xícara
e casca de avelã.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

um cento.

talvez eu tenha perdido a sensibilidade. 
penso
quanto
mais
tanto ou 
pouco de mim sobrou.
e quanto há,
e muito faz,
desde 
quando
perdeu o sentido.
sinto que talvez
tenha perdido
a sensibilidade.

nunca o amor
fez tanto
tento,
quanto
tanto fez.