terça-feira, 13 de maio de 2014

vejo-a longe, sentada lendo uma poesia de amor doído. 
ates do passo, engasgo.

não tenho sina pra ser lírico,
meu eu-lúcido
senta nas acolchoadas
nádegas que minha mãe me deu,
e meu pai, prevendo o desastre, 
disse:
sonhar
dói,
repita.

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