segunda-feira, 2 de junho de 2014

nada demais.

queria dizer tudo pra ela.
mas é sempre assim, todas elas que passaram, mereceram ouvir tantas coisas, e eu que fiquei, não fui capaz de dizer. 
toda vez que eu escrevo penso nela, ou que tomo banho... minha barba crescendo pensa nela.
depois que uma passa, leva outra multidão. me enxergo de noite na varanda abrindo uma válvula de escape, qualquer musica vagabunda é sempre de amor.

não pode ser só isso.

vira razão pros dias: acordar, pensar, correr pro trabalho e pensar, ir dormir de noite e ensaiar um sonho, acordar sem lembrar de nada, desejando ter sonhado.

mas aí eu desapego, desespero, paranóio, descarrego, descalceio, paranauê tudo dentro de mim. 
eu sempre caio
nessa sua piada
de 
me amar,
mas só amanhã.

(nem um baseado de alívio, ou o que quer que seja que se anuncie.)

queria dizer tudo pra ela.

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