sábado, 15 de julho de 2017

9 mile poem

tanta gente
passou por mim
ficou e foi e coisa e tal;
no fim das contas
qualquer retrato meu
é um cartão postal

segunda-feira, 10 de julho de 2017

queime este poema

de todas as coisas mais bonitas que você me deu
essa vontade incomparável de
tentar lembrar
e eu tento entender
se é memória ou qualquer narcótico
sua mão em minha perna
meu jeito surtado neurótico
de tentar lembrar de tudo,
mas era cedo pra qualquer registro
era cedo pra qualquer coisa
era muito cedo

nunca consegui definir porque
sem que nem pra que
eu as vezes choro. arrepio.

minha perna ainda treme
meus músculos
ainda
nao esqueceram
suas digitais.

faber castell n2

deixar de existir como
ir-se apa
    .   gando
até n fazr
ms sntd

sábado, 6 de maio de 2017

Atraso

Tento
Acertar a hora do relógio digital
No meio das gentes
Que passam esbarram distraem

Das gentes
Que não deveriam ser
Os apitos dos botões que eu nao entendo,
Da hora
Que eu nao acerto
No meio de qualquer dia

segunda-feira, 6 de março de 2017

bem aqui

chego apressado
na mesa
o calor pede refresco
e refresco;
em cima da mesa as chaves
três revistas
as poucas conquistas
um ou duas 3x4
preenchidas de azul
e a sensação de um filme que podia ter continuação
depois do por do sol
pés de sal
não faz mal
podia ser tristeza, 
mas é só
verão.

sexta-feira, 3 de março de 2017

salitre

sobre as voltas que o mundo dá
delatado
nas ondas que batem: 
silencio o brinde
a coragem
de viver
ancoragem de barcos
em portos que não mais.

eu-cais
de qualquer tempestade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

pão de tarde

amassa
salga
sova
alga
seca
bate

o mar na beira
das minhas areias;

e a tua marca de sol
divide o tempo
minha atenção
o pão de tarde feito
o dia
o verão.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

del mar

o gotejamento
dos prismas
das palhas
dois goles de cajuína
parafina
parapente
para o dia
que eu não sei mais viver
sem um mergulho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017