segunda-feira, 10 de julho de 2017

queime este poema

de todas as coisas mais bonitas que você me deu
essa vontade incomparável de
tentar lembrar
e eu tento entender
se é memória ou qualquer narcótico
sua mão em minha perna
meu jeito surtado neurótico
de tentar lembrar de tudo,
mas era cedo pra qualquer registro
era cedo pra qualquer coisa
era muito cedo

nunca consegui definir porque
sem que nem pra que
eu as vezes choro. arrepio.

minha perna ainda treme
meus músculos
ainda
nao esqueceram
suas digitais.

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